21/12/2009

O CRENTE SALVO PRODUZ FRUTO

[*] Juscelino Lima                   

“No dia seguinte, depois de saírem de Betânia, teve fome, e avistando de longe uma figueira que tinha folhas, foi ver se, porventura, acharia nela alguma coisa; e chegando a ela, nada achou senão folhas, porque não era tempo de figos. E Jesus, falando, disse à figueira: Nunca mais coma alguém fruto de ti. E seus discípulos ouviram isso.” (Mc 11.12-14).

No texto em estudo, entendemos pelo seu contexto, que Jesus para revelar aos seus discípulos o poder da sua palavra na realização de maravilhas, realizou este feito, porém podemos tirar outras lições para nossa edificação espiritual.
Como cristão temos a responsabilidade de saciar a fome espiritual deste mundo, “... daí-lhes vós de comer.” (Mt 14.16) e se não realizando isto para nada serviremos, pois não estaremos  cumprindo a nossa tarefa:  “E lançai o servo inútil nas trevas exteriores; ali haverá choro e ranger de dentes. (Mt 25.30). Estaremos apenas ocupando espaço nesta sociedade. (Lc 13.6-9).
Se o empregado não exerce sua função da qual foi designado, o mesmo será demitido pelo empregador e admitirá outro em seu lugar. Servo inútil, para nada presta.
O crente verdadeiramente salvo possui em sua vida o fruto do Espírito: “Mas o fruto do Espírito é...” (Gl 5.22). E este fruto se manifesta nas diversas características como caridade, bondade, benignidade e outras e como isto, automaticamente esse crente ira ajudar a outro que necessitam de salvação.
Quando destaco “crente salvo”, me refiro aos nascidos de novo, nascidos da água (a Palavra) e do Espírito (o Espírito santo), (Jo 3.5). O natural do crente verdadeiramente salvo, nascido de novo, é dá fruto, é a manifestação desse fruto através de ações, atitudes positivas, demonstrando caridade e compaixão entre outras características.
Se você está realmente salvo dará muito fruto: “... quem permanece em mim e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer.” (Jo 15.5). Quem é salvo se torna um crente frutífero, alguém que faz a diferença, que faz falta na obra de Deus quando falta. O que tens feito na casa do Senhor? O que tens realizado de frutífero na sua caminhada cristã? Tens contribuído para o engrandecimento do reino de Deus? Tens edificado vidas? Tens arrancados alguns do fogo do inferno?  Assim nos adverte Judas: “conservai-vos no amor de Deus,... E apiedai-vos de alguns que estão na duvida, e salvai-os, arrebatando-os do fogo; e de outros tende misericórdia...” (Jd 23).
Faz-se necessário que ao frutificarmos reflitamos como esta sendo o nosso fruto. Aquele que edifica veja como é sua obra, para quem e para que estas a trabalhar. Filipenses revela: “Não que procure dádivas. Mas procuro o fruto que cresça para a vossa conta.” (Fp 4.17) Para edificação e crescimento de outros e não meu.
Tiago diz: “Ora, o fruto da justiça semeia-se em paz para aqueles que promovem a paz.” (Tg 3.18). Se algo que faço na casa de Deus está trazendo divisão, contendas, debates ou competição, desta forma não estou glorificando a Deus com minhas ações.
Os frutos produzidos pelos salvos são permanentes, que seguem para a vida eterna. João 15.16: “Vós não me escolhestes a mim mas eu vos escolhi a vós, e vos designei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça...”.
O fruto produzido por nos não pode ser por competição, não para ser visto pelos homens e sermos elogiados, mas para gloria de Deus: “cheios do fruto de justiça, que vem por meio de Jesus Cristo, para a gloria e louvor de Deus.” (Fp 1.11) “Guardai-vos dos falsos profetas, que vem a vos disfarçados em ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores. “Pelos seus frutos os conhecereis.” (Mt 7.1516ª). Pelas suas atitudes. “ Toda arvore que não produz bom fruto é cortada e lançada no fogo.” (Mt 7.19).
Não basta apenas ter atitudes, ações, projetos na obra do Senhor, é preciso avaliar as qualidades dessas ações. Tem que frutificar, mas o fruto tem que ser bom e que permaneça. E por isto que o Senhor declara que:

 “Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? E em teu nome não expulsamos demônios? E em teu nome não fizemos muitos milagres? Então lhes direi claramente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade. (Mt 7.22,23).

Para que identificamos de que forma estamos frutificando, produzindo através da nossa vida, do nosso trabalho, da nossa dedicação, com a unção do Espírito Santo, gerando vidas para ao reino de Deus, o nosso fruto deve ter as seguintes qualidades: ser fundamentado no amor, dependente de Cristo, ter permanência e que glorifique a Deus. (Jo 15. 5, 8, 9,16).
Em João capitulo 4 Jesus declara:

“Disse Jesus: A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou, e completar a sua obra. Não dizei vós: Ainda há quatro meses até que venha a ceifa? Ora, eu vos digo: levantai os vossos olhos, e vede os campos, que já estão brancos para a ceifa. Quem ceifa já esta recebendo recompensa e ajuntando fruto para a vida eterna...”. (Jo 4.34 - 36ª).

Fruto que permanece é gerar vidas para Deus, ganhar almas para o seu reino, este e o maior fruto baseado no amor.
Portanto amados, construir templo é bom e necessário, formar grupos é bom, criar projetos também é bom, mas ganhar vidas arrebentando-as do inferno e muito melhor, e esta foi a missão de Jesus nessa Terra. Este fruto não se queima, esse fruto não se apaga. (I Co 3.6-15). Desta forma concluo com as palavras do aposto São Paulo aos romanos:

“... (mas até agora tenho sido impedido), para conseguir algum fruto entre vós, como também entre os demais gentios. De modo que, quanto está em mim, estou pronto para anunciar o evangelho também a vós que estais em Roma.” (Rm 1.13,15).






[*] Especialista em Metodologia de Historia e cultura afro brasileira pela   Argumentos Pós-graduação. Licenciado em Historia pela Universidade Jorge Amado. Bacharelando em Teologia pela Faculdade Crisatã de Ciências e Teologia. Professor de Evangelismo da Escola Teológica das Assembléias de Deus no Brasil-Bahia.

17/12/2009

Pelas nossas palavras seremos julgados

                                                                                                     [*] Juscelino Lima



Este estudo que ora publicamos, se baseará no poder das nossas palavras e que por elas seremos julgados. Com uma palavra podemos levantar vidas,mas  também podemos destruir vidas. Nossa sociedade não tem dado tanta importância à palavra, dizem, prometem, mas não cumprem. Vejamos o que a Palavra de Deus nos revela a respeito.
No livro de Mateus capítulo 12 discorre sobre a importância do que falamos: “Se alguém disser alguma palavra contra o Filho do homem, isso lhe será perdoado; mas... contra o Espírito Santo, não lhe será perdoado, nem neste mundo, nem no vindouro.” (Mt 12.32).
Entendemos “palavra contra” as que ferem a integridade de uma pessoa, que as colocam para baixo, como a injuria que no Código Penal Brasileiro se torna um crime contra a honra: “atribuir a alguém qualidade negativa, que ofenda sua dignidade ou decoro”. Injus: injustiça, falsidade.
Em Mateus capitulo 5 o Senhor nos chama a responsabilidade para aquilo que falamos: “... e quem disser a seu irmão:Raca, será réu diante do sinédrio; e quem lhe disser: Tolo, será réu do fogo do inferno”. (MT 5.22).
Raca significa um termo pejorativo como: Você não vale nada! Você não tem valor! Não preciso de você! A palavra tolo quer dizer: idiota, maluco, sem entendimento. Neste versículo se configura o crime de injuria que no código penal este sujeito a prisão ou multa.
Uma palavra mal colocada, impensada, pode desfazer relacionamentos a anos conquistados, por isto devemos ter o cuidado com nossas palavras para que não venha feri, magoar, irritar  isolar as pessoas com quem convivemos. Quantos casamentos vivem na beira do precipício, pois as palavras não são temperadas e acabam um magoando o outro destruído assim uma união.
Alguns cristãos ainda acostumados com o linguajar do mudo de pecado que outrora viviam, continuam usando palavras não convenientes para um servo ou serva de Deus. Paulo nos adverte em Efésios: “Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe...” (Ef 4.29ª). Veja também Colossenses 3.8. Torpe significa palavras indecentes, palavrões, palavras que não traz nenhuma edificação espiritual, insulto.
O insulto pode ser injuria por raça, religião (Ex.: Seu crente safado!), etnia, cor, origem ou pessoas idosas (Ex.: Seu velho rabugento!) e portadoras de deficiência. O Senhor condena esse tipo de atitude.
As palavras torpes atingem a auto-estima de qualquer pessoa podendo assim desencadear um sentimento de desanimo e perspectivas de vitorias. Os pais e professores devem medir suas palavras diante de situações conflitantes para não desestimular o aluno ou filhos.
Em Isaias capitulo 41 o profeta nos revela a importância das palavras positivas para animarmos em qualquer situação da vida, seja espiritual, seja secular: “Um ao outro ajudou, e ao seu companheiro disse: Esforça-te.” (Is 41.6). Uso a palavra positiva aqui não fazendo alusão a doutrina da confissão positiva que nos abolimos e discordamos de alguns pontos.
E quanto aos nossos compromissos assumidos e firmados com nossa palavra? Quantos não assumem mais o que dizem, são pessoas de “duas” palavrasa, falam uma coisa e fazem outra, mas a bíblia sagrada nos adverte que: “Seja, porem, o vosso falar: Sim, sim; não, não; pois o que passa daí, vem do Maligno.” (Mt 5.37). Mesmo que você fique no prejuízo, mas permaneça na palavra proferida, se foi sim, continue no sim, se for não, não mude para o sim, cumpra com o compromisso dito.
Para que tudo isto não aconteça em nossas vidas se faz necessário estarmos cheios da palavra de Deus. Em Colocensses observamos: “A palavra de Cristo habite em vós ricamente...” (Cl 3.16ª) e o Senhor Jesus disse em Mateus que “... do que há em abundancia no coração, disso fala a boca.” (Mt 12.34b).
Meditemos mais na palavra de Deus, cantemos e ouçamos os cânticos espirituais, ocupemos os nossos ouvidos em ouvir coisas boas que nos edifica e assim sempre teremos uma palavra de edificação, de animo para o nosso semelhante.




[*] Especialista em Metodologia de Historia e cultura afro brasileira pela   Argumentos Pós-graduação. Licenciado em Historia pela Universidade Jorge Amado. Bacharelando em Teologia pela Faculdade Cristã de Ciências e Teologia.

14/12/2009

Estamos vivendo em pleno século XXI em que a igreja de Cristo tem se recuado para produzir um programa de ensino voltado a necessidade desta sociedade. De que forma podemos produzir este programa? Que critérios devem ser observados? Juscelino Lima